Bright Talks — Para Além da Sustentabilidade

Responsabilidade Social e Sustentabilidade são temas que têm vindo a crescer bastante dentro das organizações. Para além de assumirem um compromisso com a proteção do meio ambiente, também lhes compete garantir o bem-estar dos seus públicos que, por sinal, são cada vez mais exigentes e preocupados em levar a cabo práticas que tenham uma influência positiva na sociedade e na proteção do ambiente.

De forma a discutir este tema e apresentar os novos desafios comunicacionais e estratégicos que as empresas terão de enfrentar, nada melhor que convidar profissionais na área da Comunicação e da Sustentabilidade que se deparam com esta problemática diariamente. São eles:

  • Maria Sousa Martins — Especialista em Sustentabilidade na SUMOL+COMPAL
  • Carla Isidoro — Assessora de comunicação e co-fundadora da FALA TERRA
  • Leandro Sá — Sustainability Leader na Decathlon Portugal

É uma opinião transversal a todos os convidados que a questão da Sustentabilidade e Responsabilidade Social é, de facto, uma tendência nos dias de hoje, ganhando um grande peso na estratégia comunicacional das organizações. Segundo Maria Sousa Martins, “houve um boom na atenção dada à sustentabilidade” sendo que os consumidores se têm tornado mais conscientes e exigentes. Esta variável é de conhecimento comum a todos os entrevistados, no entanto, a crescente atenção dada ao tema levanta a questão sobre se a recente adesão à Responsabilidade Social Corporativa se deve realmente a uma consciencialização por parte das empresas ou a uma pressão exercida pela sociedade.

Carla Isidoro acredita que “há uma relação direta” entre consciência social e pressão social relativamente à Sustentabilidade e Responsabilidade Social. Afirma que existe uma preocupação das empresas em ter uma relação transparente com o seu público, privilegiando a ligação entre os valores que defendem e o impacto que têm na sociedade, que, por sua vez, também assim o exige. Portanto, estes dois fatores resultam numa “cola que liga todos os aspetos para que uma relação mais saudável e sustentável entre empresas e sociedade seja possível, de facto.”

Perante esta problemática, surge a controvérsia associada ao Greenwashing — estratégia de marketing que liga a imagem das marcas à defesa do ambiente, mesmo que isso não seja necessariamente verdade — que os entrevistados acreditam não ter futuro. Segundo Leandro Sá“organizações que atuem com esse princípio não terão oportunidade de prosperar”, uma vez que “a sociedade é cada vez mais exigente e informada” e, como tal, a criação de ilusões apenas será prejudicial a longo prazo para as organizações. Assim, a principal forma de defesa relativamente a acusações e de combate ao Greenwashing passa exatamente pela transparência na comunicação com os públicos.

De facto, as organizações, mais do que nunca, têm vindo a perceber a importância de aderir a filosofias mais eco-conscientes apoiadas por medidas que visem o equilíbrio entre os 3 P’s da Sustentabilidade — People, Profit and Planet — ou seja, relativo a temáticas sociais, financeiras e ambientais e que permitam gerar valor na organização. É, então, necessário desmistificar as temáticas em torno da sustentabilidade e disponibilizar informação relativa aos mesmos para o público.

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